Mais Ciência nas Escolas
- Tiago Primo
- 4 de fev.
- 3 min de leitura
Atualizado: há 5 horas
O projeto Mais Ciência na Escola (no contexto do Rio Grande do Sul, articulado como ConectaRS) é uma iniciativa interinstitucional que visa promover o letramento digital e a educação científica e tecnológica na Educação Básica pública. A proposta envolve a criação de uma rede colaborativa entre Institutos Federais (IFRS), Universidades Federais (UFPel, FURG) e redes de ensino municipais e estaduais (SEDUC/RS).
A estrutura central do projeto baseia-se na implantação de Laboratórios Maker em escolas públicas. Estes laboratórios são equipados com tecnologias de fabricação digital (impressoras 3D, cortadoras a laser, CNC), robótica e eletrônica,. O projeto organiza-se em "nós" regionais (Sul, Serra/Norte, Metropolitana) e utiliza bolsistas de graduação para apoiar as atividades nas escolas.

Motivação
A iniciativa é motivada por diversas necessidades pedagógicas e estruturais:
Integração Tecnológica e Curricular: A necessidade de integrar tecnologia e interdisciplinaridade nas escolas, superando a fragmentação do conhecimento e trazendo a cultura digital e o pensamento computacional (alinhados à BNCC) para dentro da sala de aula de forma transversal,.
Protagonismo e Resolução de Problemas: O desejo de fomentar o "empreendedorismo social" e a resolução de problemas reais da comunidade, onde os alunos usam o espaço maker para consertar ou criar soluções para demandas locais.
Carência de Infraestrutura: A falta de equipamentos e espaços adequados nas escolas públicas para o desenvolvimento de atividades práticas de ciência e tecnologia.
Conexão Rede-Escola: A importância de aproximar a academia (universidades e IFs) do "chão da escola", criando uma troca de experiências onde a universidade oferece suporte metodológico e tecnológico e a escola oferece o contexto de aplicação,.
Objetivos
Os objetivos do projeto são vastos e focados na estruturação e formação:
Implantação de Rede: Estabelecer uma rede de 45 escolas distribuídas em diversas regiões (como Porto Alegre, Canoas, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Rio Grande, Pelotas, entre outras), equipando-as com laboratórios padronizados.
Formação de Professores e Alunos: Capacitar professores da rede pública e estudantes para o uso dessas tecnologias. O projeto prevê "bolsistas" (alunos de graduação e ensino médio) que atuarão como monitores e multiplicadores nos laboratórios,.
Grupos de Trabalho (GTs): Criar Grupos de Trabalho interdisciplinares ou regionais para desenvolver materiais didáticos, oficinas e compartilhar práticas pedagógicas, evitando que os equipamentos fiquem parados por falta de conhecimento,,.
Diversidade Temática: Trabalhar com linhas temáticas variadas, incluindo Programação, Robótica, Sustentabilidade, Ciências Espaciais, Produção Audiovisual e Cidadania Digital-.
Criação de Repositório: Desenvolver um repositório nacional ou regional de experiências e Recursos Educacionais Abertos (REA) para que as oficinas criadas em uma escola possam ser replicadas em outras,.
Impactos
Os seguintes impactos esperados e observados:
Pertencimento e Autoestima: Relatos indicam que o laboratório maker gera um forte "senso de pertencimento" nos alunos. Eles se sentem capazes de construir e intervir no mundo, o que torna o ambiente escolar mais atrativo.
Colaboração entre Pares: Observa-se um fenômeno onde alunos mais velhos ou mais experientes auxiliam os mais novos, fortalecendo os laços comunitários dentro da escola.
Inclusão Digital e Social: O projeto leva equipamentos de ponta (como impressoras 3D e kits de robótica) para escolas em áreas vulneráveis ou de tempo integral, democratizando o acesso à tecnologia,.
Mobilidade e Pesquisa: O projeto abre portas para a iniciação científica e até mobilidade acadêmica internacional para estudantes vinculados às ações STEAM.
Legado: A infraestrutura (equipamentos) é doada e permanece nas escolas, e a metodologia desenvolvida busca garantir que as prefeituras e o estado mantenham os laboratórios ativos após o fim do financiamento federal,.




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