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Robopel

Robopel: ciência, arte e tecnologia nas escolas de Pelotas e região

O CrIE/UFPel participa desde a primeira edição do evento que celebra o aniversário de Pelotas com projetos criados por estudantes das redes pública e privada.

Sobre o projeto

O Robopel é um evento anual realizado em julho, mês de aniversário de Pelotas. O nome de cada edição é a idade que a cidade completa: em 2025 aconteceu o Robopel 213 e, em 2026, o Robopel 214. Desde 2018, o evento reúne no Pelotas Parque Tecnológico (PPT) escolas do sul do Rio Grande do Sul, que apresentam mostras de Ciência, Arte e Tecnologia feitas por seus estudantes. A programação inclui ainda oficinas práticas, palestras e a premiação dos projetos de destaque.

A proposta é aproximar a comunidade escolar dos ecossistemas de inovação. Para isso, o Robopel incentiva a aprendizagem criativa e a abordagem STEAM, amplia a inclusão digital, valoriza o protagonismo estudantil e apoia a formação continuada de professores. A equidade é um princípio central do evento. Muitos projetos usam materiais recicláveis e de baixo custo, e o processo de avaliação valoriza a ideia e o raciocínio por trás de cada trabalho, e não a estrutura de que a escola dispõe.

Como funciona

  • Chamada pública: as escolas inscrevem propostas de mostras e oficinas por edital. A avaliação considera criatividade, relevância para a comunidade escolar, qualidade técnica, interatividade com o público e coerência entre objetivos e resultados.

  • Composição das equipes: cada proposta reúne de dois a cinco estudantes e de um a três professores orientadores.

  • Oficinas: são realizadas no Criar-Lab, laboratório do PPT, com atividades como circuitos de papelão, autômatos, robótica com sucata, pixel art e programação desplugada.

  • Premiação: são premiadas as três melhores mostras e um projeto destaque. Em 2026, uma banca de oito avaliadores deu notas de 0 a 5 em cinco critérios. A orientação da banca foi explícita: um projeto feito com material simples não deve perder para um projeto com kits caros.

Histórico das edições

  • Robopel 206 (2018). A primeira edição aconteceu em 4 e 5 de julho e celebrou os 206 anos da cidade. O evento nasceu de uma parceria formada no Scratch Day Pelotas, em maio daquele ano, e foi uma iniciativa do PPT. Participaram a RBAC, a Prefeitura (por meio da SMED, do Cetep e da SDETI), grupos da UFPel (ExpPC, CoCTec e Dança), a Escola do SESI e a Elimu Social. Estudantes dos clubes de computação de cinco escolas municipais apresentaram seus trabalhos.

  • Robopel 207 (2019). O evento recebeu 1.670 estudantes de 36 escolas públicas e 5 particulares, vindos de Pelotas, Turuçu, Pedro Osório, Rio Grande e Canguçu. Foram 16 oficinas e 16 mostras, e o público foi quatro vezes maior que o da primeira edição. Na abertura, a prefeita recebeu o projeto CrIE (Criatividade e Inovação para Educação), que propunha um laboratório de criatividade, tecnologia e inovação aberto à rede municipal.

  • Robopel 208 (2020). Por causa da pandemia, a edição foi totalmente remota. As atividades foram transmitidas pelo canal do Robopel no YouTube e pela TV Câmara, de 29 de junho a 5 de julho.

  • Robopel 209 (2021) e 210 (2022). As duas edições mantiveram formatos baseados em vídeos produzidos pelas escolas.

  • Robopel 211 (2023). Na abertura, as escolas municipais do projeto Clubes de Robótica e Computação Criativa receberam 20 novos kits de robótica. As oficinas híbridas trataram de computação criativa, origami, cultura maker, reciclagem, segurança na internet e games. O CrIE/UFPel fez parte da coordenação.

  • Robopel 212 (2024). A edição aconteceu em 4 e 5 de julho. As mostras foram presenciais e as oficinas foram gravadas em vídeo no Criar-Lab.

  • Robopel 213 (2025). As atividades presenciais foram em 3 e 4 de julho, e a programação digital seguiu no YouTube do PPT até o fim do mês. Participaram cerca de 1.500 estudantes e 45 instituições, com 42 projetos. Estudantes de Camaquã e Pedro Osório também vieram. A oficina "Meu 1º Robô" teve 10 sessões e atendeu mais de 700 alunos. A edição teve apoio da FAPERGS (Edital 09/2024 – AOE) e parceria com o Sebrae, que lançou ali o Desafio Liga Jovem. O mascote Pevitro ganhou uma nova versão em 3D, inspirada nos vitrais históricos de Pelotas. Os premiados foram:

    • 1º lugar: Mostra de Dobraduras (EMEF Ministro Arthur de Souza Costa);

    • 2º lugar: Engenharia Colaborativa (UCPel);

    • 3º lugar: Robótica Educacional como Ferramenta de Acessibilidade (EMEF Nossa Senhora de Lourdes);

    • destaque: Autômatos de Papelão (EMEF Jornalista Deogar Soares).

  • Robopel 214 (2026). A nona edição aconteceu em 9 e 10 de julho, toda presencial, e reuniu 60 expositores. O público esperado era de cerca de 2.000 estudantes. As mostras vieram de aproximadamente 40 instituições, entre escolas municipais, estaduais e particulares e universidades. Além de Pelotas, participaram escolas de Pedro Osório, Rio Grande, São Lourenço do Sul e Camaquã. O evento fez parte do Programa Inovapel 2026, no ano em que o PPT completou 10 anos. A rede municipal esteve representada por nove escolas, e 16 escolas do município mantêm hoje clubes de robótica como atividade extracurricular. Os premiados foram:

    • 1º lugar: Mostra de Origamis (EMEF Ministro Arthur de Souza Costa), bicampeã;

    • 2º lugar: Mostra LabMaker (EMEF Nossa Senhora de Lourdes);

    • 3º lugar: Autismo Sensorial (E.E.E.M. Brigadeiro José da Silva Paes).

A cooperação

  • Pelotas Parque Tecnológico: realiza o evento, cede o espaço e faz a ponte com o setor empresarial. A diretora executiva é Rosâni Ribeiro.

  • UFPel/CrIE: responde pela coordenação acadêmica, com o Prof. Tiago Thompsen Primo. Também mobiliza estudantes universitários como monitores e desenhou o sistema de avaliação das mostras.

  • Elimu Social / Criar-Lab: cuida da curadoria pedagógica e das oficinas, sob responsabilidade da Profa. Kelen Bernardi.

  • Rede de parceiros: Escola Sesi Pelotas, Sebrae, 5ª CRE, SME/CETEP, Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Empreendedorismo e Inovação, RBAC, UCPel, IFSul, UniSenac, entre outros.

Para o CrIE, o Robopel é a vitrine anual de um trabalho que começou em 2015, com a formação de professores em programação e robótica, e que se desdobrou na rede de Clubes de Computação Criativa da rede municipal. O próprio projeto CrIE foi apresentado ao poder público em uma edição do Robopel.

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